3 dias na Holanda

Dicas de Amsterdam

Queijo, wafels e bicicletas

Primeiro comentário sobre Amsterdam: acho que tem mais bicicleta na cidade do que gente na Índia!! Hehehe! 🙂 Pode parecer exagero, mas é a pura verdade. E o que sobra de espaço para pedestres  e carros, é compartilhado com o trem de superfície que circula pela cidade. Cuidado para não ser atropelado, heim?!

Não é uma constatação ruim, pelo contrário. Amsterdam é uma cidade que transborda saúde, leveza, bom-humor e jovialidade. Uma cidade fácil de ser explorada, friendly Aquele estereótipo de lugar de “perdição”, por causa da venda liberada de maconha e pelo Red Light District (onde mulheres se oferecem nas “vitrines”) é algo que, com certeza, já ficou para trás. Amsterdam é mais, muito mais, do que isso.

Não é de se espantar que boa parte das pessoas que você conhece que já foram a Europa, conheça Amsterdam. A KLM, cia aérea nacional, liga o Brasil a várias partes do mundo, com uma paradinha na cidade, a qual muita gente aproveita para ficar uns dias e conhecê-la. Além disso, a Holanda está super “na rota” de quem visita outros países europeus, como a França e a Bélgica (aliás, há várias ofertas de day-trip para Bruges, saindo de Amsterdam.).

Mas, ao contrário de varias cidades europeias, Amsterdam não tem um ÍCONE must visit. Claro, tem seus museus imperdíveis, o palácio, o letreiro “I amsterdam”… Mas não há algo como a Torre Eiffel  em Paris, um Big Ben em Londres ou um Coliseu na Itália, por exemplo. Ou seja, a atração é mesmo a própria cidade. Explorá-la a pé, de bicicleta ou de barco pelos seus canais é que é um MUST. E isso é simplesmente uma delícia.

Antes de começar com as dicas, vamos namorar um pouquinho Amsterdam? Fotos… 🙂

dicas de amsterdam o que fazer roteiros restaurantes hoteis 05

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Sobre o lugar

Amsterdam é a capital da Holanda (porém, a sede do governo fica em Haia). A cidade possui aproximadamente 900 mil habitantes (e o país, 16,8 milhões).

Na verdade, o nome oficial do país é “Países Baixos”, formado por 12 províncias. Entre elas estão a “Holanda do Norte” e a “Holanda do Sul”. Devido ao poder econômico dessas províncias, o país todo passou a ser conhecido como Holanda ao redor do mundo.

O nome Países Baixos se deve à geografia plana e à baixa altitude das terras. Boa parte do território está no nível do mar ou abaixo deste. O país é mestre no “controle marítimo”, pois há anos vem construindo complexos sistemas de diques e barragens para impedir inundações.

Faz parte da União Europeia e do Acordo Schengen. Para visitar a Holanda como turista (permanência de até 3 meses), brasileiros só precisam de passaporte válido, seguro de saúde (vários cartões de crédito emitem o chamado Certificado Schengen – entre em contato com o seu), passagem de ida e de volta e algo que justifique sua viagem, como uma reserva de hotel ou uma carta-convite (no caso de se hospedar na casa de amigos). Veja lista de documentos aqui.

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* De março a outubro o país adota o horário de verão (DST – Daylight Summer Time) e fica 5 horas a frente do horário de Brasília

<div class=”separa”><span> QUANDO IR? </span></div>

Se você é friorento, melhor optar pelo verão, quando as temperaturas ficam em torno dos 25ºC (meio do ano). O problema é que esta também é a época em que a cidade fica mais lotada de turistas. Uma boa saída é visitar a cidade nos meses antes ou após verão, como em maio (primavera), setembro (final do verão/início do outono) e outubro (outono).

De qualquer maneira, não deixe de levar um bom casaco na mala. Amsterdam é uma cidade fria quase que o ano todo e costuma ser bem cinzenta e chuvosa. Torça muuuito para pegar um dia ensolarado e com céu azul. Nas duas vezes que estive na cidade peguei dias lindos e dias feios, assim, um após o outro. Muda de repente!

<div class=”separa”><span> CURIOSIDADES </span></div>

Gente, tudo o que escrevi aqui foi fruto das anotações que fiz durante um passeio de barco com audio guide pelos canais de Amsterdam. Se algo estiver MUITO errado, o escritório da empresa fica perto da estação central… Hahaha! Que feio!!! Mas trata-se, de verdade, de um copy + paste. Ou melhor, listen + paste!! 😉

  • Existem mais de 100km de canais em Amsterdam, mais do que em Veneza (seráá?!);
  • Pessoas de mais de 178 nacionalidades diferentes vivem na cidade, o que a torna um lugar super cosmopolita e aberto para os estrangeiros;
  • Há mais de 2.500 casas-barco espalhadas pelos canais da cidade. Algumas são CASAS flutuantes, outras são BARCOS mesmo. Essa “moda” começou em uma época de crise econômica, mas hoje não é algo “pobre” morar assim. Essas casas estão ligadas à rede elétrica e de esgoto e pagam impostos como qualquer outra. Que tal se hospedar em uma? (dicas abaixo);
  • 1.500 pontes cruzam os canais da cidade;
  • No passado, a água dos canais era muito suja, pois ali era depositado tudo de lixo que produzia a cidade e suas indústrias. Eca!! E olha que curioso (e divertido!!)… Por isso os locais adotaram a cerveja, produzida localmente, como uma bebida mais confiável para tomar do que a água (vinho, importado, era muito mais caro). Nada mal! Rsrs. Hoje a água é limpa a ponto de realizarem competições de natação nos canais (quase a Baía da Guanabara, né?! hahaha #NOT!).
  • Não se assuste com as centenas de casas tortas, tanto para o lado, “caindo em cima das vizinhas” ou inclinadas para frente. O solo de Amsterdam é muito mole, e as casas antigamente eram construídas com pilares de madeira. Ao começarem a apodrecer, as casas se entortavam. Comece a reparar… Algumas são MUITO tortas.

Casas tortas pelas ruas de Amsterdam...
Casas tortas pelas ruas de Amsterdam…
Repara nessa casa pretinha, atrás de nós!! (eu e meu papi)
Repara nessa casa pretinha atrás de nós!! (eu e meu papi)
:O Vai cair?!?!

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Como chegar / Onde ficar

<div class=”separa”><span> VÔOS, TRENS & CARROS </span></div>

[Sempre procuro minhas passagens pelo Skyscanner. Clique aqui para acessar.]

O melhor jeito de chegar é pegando um vôo direto da KLM, que sai diariamente de São Paulo e do Rio de Janeiro, com aproximadamente 12 horas de duração.

Também é fácil chegar voando com outras cias aéreas como Air France, British Airways, Iberia, TAP, Swiss etc. Fazendo apenas 1 conexão.

Estando em outras cidades europeias, também é super fácil chegar de trem ou de carro. A primeira vez que fui a Holanda, fui dirigindo desde Paris. São 500km (aproximadamente 5 horas de viagem). Nós sempre alugamos o carro através da Rentalcars e sempre funcionou perfeitamente. Pesquise aqui

<div class=”separa”><span> TRANSPORTE NA CHEGADA </span></div>

Para ir do aeroporto ao centro da cidade pagamos 45 euros em uma van (grande, para 4 pessoas, com malas). Quem conseguiu pra gente foi o dono do apartamento que nos hospedamos (conto logo abaixo). Mas pelo que pesquisei, um taxi custaria a mesma coisa. Gosto sempre de deixar combinado o pick-up no aeroporto, pra não perder nenhum segundo na chegada. Já a volta sempre combino ou arranjo no próprio local.

Quem chegar de trem, a estação central é realmente CENTRAL. Recomendo ir caminhando ou de transporte público caso não tenha muitas malas. Se preferir, pegue um taxi na saída.

<div class=”separa”><span> HOTÉIS, APARTAMENTOS & CASAS </span></div>

Hotéis em Amsterdam são CAROS. Estive na cidade no último mês de setembro, e os preços estavam um ABSURDO. Começamos a olhar em fevereiro e já não sobrava nada decente e com preço bom (nossa viagem coincidiu com uma grande conferência que acontecia na cidade, o que lotou tuuudo). Isso nos fez optar pelo ALUGUEL DE APARTAMENTO. E foi muito bacana!

Dica número 1 de hospedagem em Amsterdam: fique DENTRO da cidade. Falei isso também no post de Paris, pois são situações semelhantes… Muitos turistas se sentem tentados pelos preços mais baixos dos hotéis fora do centro, e acabam não VIVENCIANDO de fato Amsterdam. Fora de Amsterdam, NÃO é Amsterdam. Além disso, na ponta do lápis, a economia acaba não compensando. Transporte público lá não é super barato, e não dá pra saber se você vai querer encarar a bike todos os dias (e noites). 😉

Vamos às sugestões…

Nosso suuuper achado em Amsterdam. Apartamento com 2 quartos (na verdade, 1 e meio, pois o segundo quarto é bem apertadinho – mas BEM ok para 4 pessoas dormirem bem por algumas noites), uma sala ampla e linda (linda MESMO, decoração dessas de revista) com ambiente de estar e de jantar, cozinha super equipada e 1 banheiro.

O dono do apartamento, Pieter, é super simpático, detalhista e atencioso. Pensou em absolutamente TUDO. Chocolatinho, chá, café Nespresso a vontade, bebidas na geladeira, waffles… No apê não falta NADA. Tem copos, taças, panelas, talheres… Tudo do mais lindo. Mas o mais legal de tudo é a localização. Fica na Keizergracht, uma rua super charmosa, e tem uma bela vista do canal. Uma DELÍCIA! Recomendo 1000 vezes.

Mas, se estiver viajando com malões pesados, já fica a dica: FOOOORÇA!! Pois pra chegar no apartamento tem que subir uma escada inclinada e com degraus estreitos. O que é bem comum nas casas e apartamentos do centrinho de Amsterdam.

Reservamos pelo booking.com. Da última vez que olhei a página dele no site, sua nota era de 9.8 – Excepcional. Ou seja, mais gente também amou. Clique aqui para reservar (ideal para 4 pessoas).

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Banheiro, quarto principal e cozinha
Banheiro, quarto principal e cozinha
Mimos: chás, café Nespresso, espumante, wafels... E muito mais! :)
Mimos: chás, café Nespresso, espumante, wafels… E muito mais! 🙂
O canal logo em frente ao apartamento. Que charme!
O canal logo em frente ao apartamento. Que charme!

Uma outra ideia bem bacana, super típica e original de hospedagem é ficar em uma CASA BARCO. Já pensou? São mais de 2.500 casas flutuando sobre os canais de Amsterdam, e muitas delas são hotéis e hostels. Aparentemente, a ideia pode até parecer mais econômica, né? Um engano… Hospedagem em casa-barco também pode sair bem caro. Separei algumas opções que me pareceram ter um bom custo-benefício e estão super bem localizadas:

Algumas das casas flutuantes sobre os canais de Amsterdam
Algumas das casas flutuantes sobre os canais de Amsterdam

casas barco Amsterdam hotel

casas barco Amsterdam hotel

Está com unlimited budget (obaaaa o/) e quer ir para as alturas, se hospedando em um hotel super top? As três opções de hotel abaixo têm design suuuuper moderninho por dentro, mas estão instalados em edifícios antigos (amo esse mix!!), em excelentes endereços:

fotos: kiwicollection.com
fotos: kiwicollection.com

*Vou falar do Conservatorium Hotel também abaixo, na parte de restaurantes. Uma super dica deliciooosa! 🙂

buy me a coffee

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Comes e Bebes

O que você não pode deixar de comer e beber na Holanda: queijo, stroopwafel, panquecas, batata frita e cerveja. Stroopwafels são as waffles holandesas, mais fininhas que as belgas e recheadas com caramelo. Há também as honingwafels, recheadas com mel. Hum… Eu trouxe um monte pra casa!!! Vendem no aeroporto.

Stroopwafels e queijos holandeses... Hum!!!
Stroopwafels e queijos holandeses… Hum!!!

E que delicinha são os restaurantes pelas ruas de Amsterdam. Aqui vão algumas dicas:

Não é UM estabelecimento e sim VÁRIOS. Bem ao estilo do Chelsea Market de Nova York, do Mercado de San Miguel de Madrid e do Borough Market em Londres, o Foodhallen reúne vários restaurantes bacanas (todos “grab and go” – você pede e pega a comida no balcão e leva para comer em alguma das mesas na área comum), dos mais diferentes tipos de culinária: holandesa, indiana, vietnamita, espanhola, francesa, japonesa… E por aí vai. Ambiente bacana, moderninho, clima super cool. Gostei para ir na hora do almoço, ou para um lanche a tarde.

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Croquetes típicos holandeses, com vários recheios diferentes
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Cone de jamón

Este restaurante fica dentro do hotel Conservatorium, que recomendei acima e é liiiiiindo!!! O destaque do local é de fato o ambiente: um pátio interno de um edifício antigo, com janelões de vidro do chão ao teto, com decoração super moderna. O menu é bem variado, para todos os gostos, e tem também alguns pratos mais originais. Gostei muito. Abre no café da manhã, almoço e jantar. Reserve sua mesa aqui. Fica pertinho da praça dos museus (Museumplein).

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Cod (bacalhau)
Cod (bacalhau)
Sobremesa de Piña Colada - mousse de coco, abacaxi e chips de arroz com sorvete
Sobremesa de Piña Colada – mousse de coco, abacaxi e chips de arroz com sorvete

  • Lion Noir
    Endereço: Reguliersdwarsstraat 28

Este bar/restaurante fica bem pertinho do apartamento que nos hospedamos. O ambiente é todo diferentão e tem uma parte externa linda (se o clima ajudar). O menu é bem variado (e delicioso). O mais recomendado é o cordeiro! Reserve aqui.

fotos: lionnoir.nl
fotos: lionnoir.nl

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Este restaurante não é um muuuust go como os recomendados acima, mas está aqui na lista pois foi um achadinho gostoso, no meio do caminho de um dia cheio de atrações (fica super pertinho da Casa da Anne Frank, portanto é um bom lugar para almoçar no dia em que você for visitar o local). Se conseguir uma mesinha na calçada é beeeem mais gostoso.

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O que fazer / Roteiros

Por Amsterdam estar entre os destinos europeus mais populares, o que não falta na internet é um montão de informações turísticas sobre a cidade. Mas é normal pesquisar e achar um zilhããão de coisas, mas não ter tempo (ou interesse) para fazer tudo (até porque nem tudo é imperdível para todas as pessoas da mesma maneira, né?!). E muitas vezes a gente já sabe tudo o que tem pra fazer no destino, mas tem dificuldade para organizar um itinerário da melhor forma, otimizando o tempo.

A ideia é apresentar a você a “minha Amsterdam”, com tudo o que eu gostei de verdade e com o que consegui extrair de melhor das vezes que estive na cidade. Espero que goste! 😉

Tempo: 3 dias inteiros

<div class=”separa”><span> DIA 1 </span></div>

Comece o dia pelo Begijnhof, uma pracinha medieval tranquila e serena no meio da cidade agitada. A praça é rodeada por igrejas e casas históricas, que sobreviveram a vários incêndios. O local tem origem no século 12, quando mulheres católicas viviam ali, como em um retiro religioso.

Para entrar, basta abrir uma porta. Parece até que você está entrando em um lugar proibido, pois a entrada é super discreta. O local é de fato privado, mas é permitido visitas de 9h às 15h, todos os dias. Nada de falar alto… Estar no local exige fazer silêncio.

Begijnhof siginifca “Jardim das Beguinas”. Beguinas ou Bigijnen eram as mulheres que faziam parte de uma irmandade católica, e viviam ali dentro como freiras mesmo sem os votos oficiais da igreja. Tinham suas próprias regras.

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Entradinha quase invisível para o Begijnhof
Entradinha quase invisível para o Begijnhof

Vá caminhando para a Dam Square, a praça onde está o palácio real. Quando o Rei (Willem-Alexander) não está no local, é possível visitar o interior. Confira no site quando o palácio está aberto ao público e compre seu e-ticket.

Muita gente acaba nem lembrando que a Holanda (ou melhor, Reino dos Países Baixos) tem uma família real, principalmente pelo fato de não serem pop’s como a da Inglaterra hehe. Mas sim, o país é uma Monarquia Constitucional com sistema parlamentar. O Rei Willem-Alexander é novinho no cargo (desde abril de 2013), pois sua mãe, Rainha Beatrix, abdicou ao trono. Aliás, a famosa cor laranja pela qual o país é lembrado é a cor da monarquia, pois a bandeira é vermelha, branca e azul.

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O Rei e a Rainha da Holanda
O Rei e a Rainha da Holanda
  • Estação Amsterdam Centraal

Da Dam Square você já verá o edifício da estação central. Vá andando pela larga avenida (Damrak) rumo a esse prédio (entrando em todas as lojinhas de queijo do caminho para ir provando… Malandra!! hahaha). A ideia aqui é só mesmo olhar o edifício da estação de fora, sem nem mesmo chegar muito perto.

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  • Passeio de barco pelos canais

Nessa avenida larga (Damrak), antes de chegar na estação, você já vai ver o píer com várias empresas de passeio de barco, para todos os gostos e bolsos. Marquei o local com uma âncora no mapa que está no fim do post.

Se o tempo estiver bom, a opção mais legal é a do Open Boat Tour da empresa Canal, que sai do píer identificado como “Eco Tours Amsterdam”, pois o barco é todo aberto. Nós acabamos fazendo o tradicional da Gray Line, que tem audio guide em diversos idiomas. Não precisa reservar com antecedência pois há milhares de ofertas de passeios. O nosso custou 16 euros por pessoa e durou 1 hora.

Achei MUITO bacana fazer esse passeio. Tenho certeza que muitos acham bobo, “turistongo” etc etc. Mas até os holandeses fazem no verão! E o de Amsterdam é especialmente legal, pois de barco você passa em lugares que a pé acabaria não passando, como por exemplo, a parte absurdamente moderna que fica perto da estação central, onde está o prédio do Nemo Science Center e do Conservatorium Van Amsterdam. E ainda tem a aula de história e geografia pelo audio guide! rsrs.

Outra opção para conhecer os canais de Amsterdam é alugando um pedalinho. Você vai encontrá-los por toda a cidade. Não tive tempo de fazer, mas fiquei com vontade!

O local de embarque dos vários passeios de barco pelos canais
O local de embarque dos vários passeios de barco pelos canais
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Open Boat Tour

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  • Almoço no caminho

Almoce pelo caminho no lugar que preferir. Tem um montão de restaurantes nessa região.

  • Red Light District (De Wallen) & Coffee Shop

Muitos do que vão a Amsterdam pela 1ª vez querem passar pelo famoso Red Light District, onde garotas de programa se exibem nas vitrines. Encaixei aqui no roteiro na parte da tarde, porque na minha viagem isso jamais seria o foco. rsrs. O local é “aberto” 24 horas, mas se você quiser vê-lo mais cheio (no sentido de clientes interessados e no sentido de “gente disponível para o serviço”), enfim, volte a noite. Já dá pra matar a curiosidade e ver do que se trata indo de dia. Fui a noite em 2009 e passei por lá agora em 2015. Além do horário mudar muito o ambiente, o fato é que o “Distrito da Luz Vermelha” já perdeu muito espaço… Vários lugares que antes eram pontos, já não são mais. De qualquer maneira, TEM que ir dar uma “espiadinha”.

Bom, cabe aqui dizer que a prostituição na Holanda é uma profissão legalizada, como qualquer outra. E por isso elas pagam impostos, têm direitos e tudo mais. Ser cafetão não é permitido. Portanto, as prostitutas ali são donas do próprio corpo e negócio (ou pelo menos, deveriam ser), e todas devem ser maiores de 18 anos.

Please, não tente tirar fotos no local para não ter problemas. A foto abaixo foi pega na internet (a fonte está na legenda).

E já aproveitando, o Red Light District é o principal ponto dos famosos coffee shops, estabelecimentos autorizados a venderem drogas leves (maconha e haxixe) e onde é permitido o consumo das mesmas. Quem é que nunca ouviu falar do Space Cake? O brownie “mágico”…? Mas apesar da fama de liberal, a Holanda vem sendo super intolerante em relação a produção, comercialização e consumo dessas drogas, e prevê que 1/3 dos coffee shops fecharão suas portas em um futuro próximo. Para saber mais sobre essas mudanças na política, clique aqui.

A rede de coffee shops mais icônica de Amsterdam é a BULLDOG. Possui 4 unidades, duas delas no Red Light.

Red Light District em Amsterdam | foto: triip.me
Red Light District em Amsterdam | foto: triip.me
The Bulldog Coffee Shop | foto: insidenanabreadshead.com
The Bulldog Coffee Shop | foto: insidenanabreadshead.com

Se você foi ao Bulldog Coffee Shop provavelmente estará com fome agora! rsrs (Não sei de nada não!!!). 😛

Bom… Pra mim, os queijos holandeses estão entre os melhores do mundo. DELICIOSOS! E a Reypenaer provavelmente está no TOP 3 das marcas locais. Que tal então fazer uma “degustação formal”? Dura em torno de 1 hora, custa 15 euros por pessoa e na “aula” são degustados e explicados 16 tipos de queijo. Cada sessão comporta até 20 pessoas e acontece em vários horários ao longo do dia (veja aqui). Recomendo reservar seu horário com antecedência pelo site.

Endereço: Singel 182.

Reypenaer Cheese, na Singel 182
Reypenaer Cheese, na Singel 182

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Degustação de queijos na Reypenaer | foto: tours.amsterdamcitytours.com
Degustação de queijos na Reypenaer | foto: tours.amsterdamcitytours.com

<div class=”separa”><span> DIA 2 </span></div>

Museumplein é a praça dos museus. Tem pra todos os gostos! 🙂 Se tiver apenas 3 dias em Amsterdam, recomendo escolher um entre os dois mais famosos: Rijksmuseum ou Van Gogh, apesar de serem bem distintos.

– Rijksmuseum: é o museu nacional da Holanda. Está para Amsterdam como o Louvre está para Paris. É casa de Rembrandt’s, Vermeer’s, Van Gogh’s e outros pintores holandeses importantes. Recentemente passou por uma super reforma e está lindíssimo. Recomendo comprar o ingresso com antecedência pelo site para evitar filas.

Rijksmuseum Amsterdam

Passando por "baixo" do museu... Cuidado com as bicicletas!!
Passando por “baixo” do museu… Cuidado com as bicicletas!!
Interior do novo Rijksmuseum Amsterdam | foto: holland.com
Interior do novo Rijksmuseum Amsterdam | foto: holland.com

– Van Gogh Museum: o lugar com maior concentração de pinturas de Vincent van Gogh no mundo. Os auto-retratos do pintor e as famosas telas “Os Girassóis”, “O Quarto em Arles” e “Os Comedores de Batata” estão no museu. Também recomendo comprar com antecedência pelo site.

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Veredito: se você não é um super fã de Van Gogh especificamente ou do pós-impressionismo, vá ao Rijksmuseum, que como “prédio” é mais interessante, além de exibir obras de vários artistas holandesas e épocas distintas.

  • Letreiro “I amsterdam”

Na Museumplein está o famoso letreiro gigante. Eu não tenho muita sorte com esse bendito… 1ª vez que fui a Amsterdam (2009) ele não estava lá na praça (temporariamente) devido a grande festa do King’s Day. Agora voltei (2015) e ele estava lá… Só que a praça estava parcialmente fechada por causa da Homeless World Cup, e não tinha distância suficiente para fazer uma foto em que o letreiro aparecesse por inteiro (panorâmica do celular salva!!).

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  • Vondelpark (& aluguel de bicicleta – opcional)

Amsterdam, apesar de pequenininha, tem um montão de áreas verdes. Uma delas é o Vondelpark, um parque bem grandão no meio da cidade. O local é super agradável para dar uma voltinha a pé ou de bicicleta (aliás, se quiser se sentir um local, tem que alugar uma! Há um montão de empresas ofertando).

Vondelpark, em Amsterdam | foto: amsterdaily.nl
Vondelpark, em Amsterdam | foto: amsterdaily.nl

Já falei do Foodhallen acima, aquele lugar cheio de restaurantinhos bacanas! Um must go na cidade. Adorei! 🙂 Delícia terminar o dia ali.

Fica um pouquinho mais afastado, portanto, se já tiver alugado a bike para passear pelo Vondelpark, aproveite para ir e voltar do Foodhallen pedalando. Se estiver a pé, como eu estava, bem ok ir andando (e tem também o transporte público).

<div class=”separa”><span> DIA 3 </span></div>

Muito bacana, forte e comovente conhecer o esconderijo da família Frank e Van Daan durante a 2ª Guerra Mundial. Por mais de 2 anos, Anne descreveu em seu diário os eventos do seu dia-a-dia ali. Não era nada fácil se esconder da ocupação nazista na Holanda. Pra quem não conhece a história, alguém dedurou o esconderijo aos nazistas, e todos eles foram levados ao campo de concentração de Aushwitz. Só o pai de Anne, Otto, voltou vivo. Achou o diário e resolveu publicá-lo. O resumo da história está aqui.

A fila para entrar na Casa da Anne Frank é uma das maiores que vi na Holanda. Por isso recomendo comprar seu ingresso online com BASTANTE antecedência (tipo 3 meses), pois esgotam muito rápido. Sem ingresso, tem que esperar na fila pra entrar. Compre pelo site.

O restaurante Black and Blue Steakhouse fica bem pertinho da Casa da Anne Frank e é uma boa opção para almoçar no dia da sua visita.

Anne Frank Huis | foto: annefrank.org
Anne Frank Huis | foto: annefrank.org
foto: edu.annefrank.org
foto: edu.annefrank.org
Pequena fila para entrar na Casa da Anne Frank...
Um pedaço da fila para entrar na Casa da Anne Frank

A cerveja holandesa mais famosa mundo afora é a Heineken. Em Amsterdam você tem a oportunidade de conhecer a antiga fábrica, que foi transformada em um museu super interativo, e ainda aprender sobre a produção da bebida. Os ingressos são vendidos online e custam 16 euros. Em 2009 comprei na hora. Em 2015 não fui de novo (não tem porquê ir duas vezes), mas também dava pra comprar lá mesmo. Funciona todos os dias de 10:30 às 19:30, e até 21h no fim de semana e nos meses de verão. Por favor cheque aqui o último horário que é permitido entrar para não dar com o nariz na porta! 😉

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foto: grayline.com
foto: grayline.com

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O restaurante lindo que recomendei na parte de “Comes & Bebes”. Como fica mais ou menos na mesma região da Heineken (na verdade, tem que andar um pouco, o restaurante/hotel fica na Praça dos Museus), é ideal aproveitar o fato de já estar próximo para jantar no local.

<div class=”separa”><span> DIAS EXTRAS </span></div>

*Dica da leitora DANIELA OLIVI: 

  • Visitar a região dos moinhos Zaanse Schans
  • Conhecer o lindíssimo jardim de tulipas Keukenhof (apenas de fevereiro(ou)março a maio, quando há flores – conferir período de funcionamento no site)

Ambos passeios podem ser feitos de trem, partindo da estação central da cidade.

Moinhos de vento - Zaanse Schans | foto: tourism-spot.com
Moinhos de vento – Zaanse Schans | foto: tourism-spot.com
jardim de tulipas Keukenhof | foto: laidbackgardener.wordpress.com
jardim de tulipas Keukenhof | foto: laidbackgardener.wordpress.com

COMO SE LOCOMOVER DENTRO DA CIDADE
Melhor meio de transporte para turistas em Amsterdam é PERNAS!! Andar a pé nessa cidade é o que há de mais gostoso. Mas você pode ter o apoio de uma bicicleta por um dia. Outra forma de se locomover quando as distâncias são um pouco maiores é usando os trens de superfície. As rotas são super claras (nos mapas de papel e no Google Maps você pode ver certinho qual trem precisa pegar para chegar ao destino). Os tickets são vendidos nas máquinas que ficam nas estações.

Marquei no mapa todos os pontos do roteiro citados aqui no post. As estrelas laranjas são do 1º dia, as estrelas vermelhas são do 2º dia e as estrelas verdes são do 3º dia. As opções de hospedagem e os restaurantes também estão sinalizados.

Clique nesse quadradinho que tem uma seta apontada para a direita para ver mais detalhes.

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Espero que tenham gostado da minha Amsterdam. Cidade linda e gostosa que dá pra voltar miiiil vezes. Qualquer dúvida, escreva no espaço para comentários aqui embaixo. ⬇

Se tiver uma boa dica de hotel, restaurante ou passeio que queira compartilhar, não deixe de escrever aqui também! 🙂

Beijos, Lala

dicas de amsterdam o que fazer roteiros restaurantes hoteis 06

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